Como a Igreja Católica se tornou tão rica?

A Igreja Católica foi a maior e mais poderosa instituição durante o período da Idade Média. Ao longo de sua história acumulou um gigantesco patrimônio. Ainda hoje é uma organização forte e muito rica.

O cristianismo nasceu ainda no Império Romano e aos poucos foi conquistando cada vez mais adeptos. Desta forma, foi vagarosamente conquistando seu espaço. No ano de 391 foi instituído como religião oficial do Império.

Este crescimento se tornou ainda mais significativo com a conversão dos povos germânicos ao catolicismo. Com isso, a Igreja acabou recebendo o mérito pela salvação da Europa Ocidental diante das invasões dos povos bárbaros. Além disso, por sobreviver à queda do Império Romano, ela passou a ser tida como a maior instituição de seu tempo.

A Igreja ficava cada vez mais poderosa. Mas, como a igreja se tornou tão rica?

A Igreja Católica na Idade Média

Com a queda do Império Romano, é chegado um novo tempo. A Idade Média. É neste período onde a Igreja mais cresce, enriquece e ganha poder. Vamos entender isso melhor?

Tudo começou a partir do século X. Já não havia uma centralização do poder, não havia quem governasse aquele povo. A referência de autoridade passou a ser então o Catolicismo. A Igreja era a responsável não só pela união religiosa, bem como política e econômica.

Aquele tempo ficou marcado como o Império da Fé, onde uma instituição religiosa ditava todos os aspectos da sociedade. Desde como se devia nascer, morrer, até a forma de viver, festejar e principalmente, de pensar.

Desta forma, aos poucos a influência da Igreja sobre aquele povo ia crescendo e a credibilidade do clero ia aumentando conjuntamente. Se tornando esta a classe mais influente naquele período. Com isso, até mesmo a monarquia passou a ser controlada pelas ideias e crenças do catolicismo.

Era ele quem ditava todas as regras na Idade Média. Foi assim que começaram então as primeiras conquistas significativas no quesito econômico.

Como a Igreja Católica se tornou tão rica?

Poderosa e influente, a Igreja ensinava ao povo a respeito de como eles deveriam viver e o que deveriam fazer para que quando chegasse o fim, após a morte, eles pudessem conquistar um lugar no paraíso ao lado de Deus.

Os adeptos eram então ensinados a não pecar, e a obedecer todos os mandamentos divinos, como o da caridade. Além das doações aos pobres, os bens materiais também poderiam ser entregues à Igreja. Os nobres, temerosos com relação aos seus pecados terrenos, passaram a doar grandes fortunas em dinheiro, terras e até jóias para a instituição.

Foi assim que se concretizou o grande domínio do Catolicismo durante a Idade Média. Com isso, a Igreja já não era apenas um referencial religioso ou cultural, mas era também dona de quase um terço dos feudos da Europa Ocidental. Detendo assim a maior parte das terras em um período onde ter terra era ter poder.

Diante disso, ela passou então a fazer parte das relações de suserania e vassalagem, exercendo influência também sobre os camponeses.

Além disso, você também já deve ter ouvido falar a respeito das indulgências. O Catolicismo tinha tanta credibilidade que os sacerdotes passaram a serem responsáveis pelo perdão e por livrar os indivíduos pecadores do castigo eterno, fazendo com que novamente eles tivessem a chance de alcançar o paraíso.

Como?

Pois é, através das indulgências. Elas eram a oportunidade dos homens pagarem, literalmente na verdade, pelas coisas erradas que fizeram contra divino. Para isso, os católicos deviam pagar uma certa quantia, e então os sacerdotes, homens de Deus, o libertaram da punição eterna.

A Igreja se tornava cada vez mais rica. E, para muitos, ia aos poucos se desvirtuando daquilo que pregava.

Diante deste quadro, alguns cristãos começaram a se preocupar a respeito do posicionamento da Igreja perante aquela sociedade, principalmente no que se dizia respeito a suas influências políticas e sociais. Mas essa é outra história.

Por que a Igreja não vende seus tesouros?

Uma pergunta similar a esta foi feita ao Papa Francisco. De acordo com o Papa nenhum desses bens é propriedade exclusiva e particular da Igreja. Porém, são todos eles bens da humanidade e, sendo assim, não se pode vender o que não os pertence.

Ele conta ainda que tudo o que se pode vender, é vendido,  e toda a renda é então revertida para ajudar os necessitados.

O Papa Francisco ainda completa, dizendo que, apesar da Igreja ser ainda muito afortunada, tudo o que ela tem está sendo usado em prol da humanidade, como é o caso de seus inúmeros imóveis que se tornaram hospitais e escolas.

Portanto, a Igreja é sim ainda muito rica, mas vive tempos muito diferentes daqueles da Idade Média. Hoje tudo o que esta instituição arrecadou ao longo de toda a sua história é revestido para a própria humanidade. Cumprindo assim a verdadeira orientação a respeito da caridade, bem diferente daquela apregoada uma vez antes.