Conheça Monga, a mulher-macaco que aterrorizou os anos 80

Monga a mulher macaco é uma famosa atração de circo que se espalhou pelo mundo durante as décadas de 60, 70 e principalmente nos anos 80, quando virou febre nos circos e parques espalhados ao redor do mundo.

Se você nunca assistiu uma dessas apresentações, devia buscar por uma oportunidade.

Os telespectadores que iam e voltavam várias vezes para assistir essa linda mulher que se transformava em um macaco asqueroso, narram a atração como incrivelmente aterrorizante e ao mesmo tempo como uma apresentação incrivelmente divertida.

O que muitos não sabem é que essa atração foi baseado no caso de uma mulher que realmente existiu. Sim, a mulher macaco é real.

Júlia Pastrana, a mulher-macaco

Considerada por muitos a mulher mais feia do mundo, Júlia nasceu em 1834 no México.

Ficou conhecida como mulher macaco devido à algumas alterações físicas que apresentava. Além de ter o corpo totalmente coberto por pêlos, Júlia Pastrana possuía duas doenças, hipertricose e hiperplasia gengival, o que dava a ela uma aparência similar a de um macaco.

Além de cantar e dançar, Júlia era uma mulher inteligente, falava várias línguas e adorava ler.

Atração de circo

Não se sabe exatamente quando Júlia começou a se apresentar, mas os relatos sugerem que desde bem jovem ela já viajava para América do Norte e até para a Europa.

Aparentemente a mexicana se tornou uma atração de circo ao ser vendida pela mãe em uma de suas viagens à Europa.

Ela se apresentava como uma das aberrações do circo e fazia muito sucesso. Tanto que até hoje ainda é possível encontramos algumas apresentações inspiradas na famosa mulher macaco.

A mexicana chegou a ser examinada por vários médicos e cientistas através de vários exames considerados desumanos. O objetivo era que as informações adquiridas servissem para atrair ainda mais público. Em alguns dos estudos Júlia Pastrana chegou a ser considerada pertencente a outra espécie.

Casamento

mulher macaco

Júlia Pastrana casou com um de seus donos Theodore Lent. De acordo com alguns relatos, foi ele quem a comprou de sua mãe.

Acredita-se que Lent casou por se interessar pelos frutos do sucesso da mulher. Ao se casarem, ele se tornou seu empresário e ela rodou o mundo se apresentando como “a mulher cabeluda e barbuda”.

Theodore Lent é referenciado como um galã bandido.

A mulher macaco original morreu em 1860 no parto de seu filho que também apresentava a doença e acabou indo a óbito horas após ter chegado a este mundo.

O corpo de Júlia Pastrana

A lenda conta que o corpo de Júlia Pastrana e de seu filho foram mumificados pelo marido e que ele continuou a utilizá-los para suas apresentações.

Os cadáveres rodaram o mundo, chegando a serem vendidos em algumas ocasiões.

O russo  Sukolov comprou os corpos e os expôs por anos no Museu de Anatomia de Moscou na Rússia.

Não se sabe ao certo como, mas o corpo da mãe e do filho foram parar na Noruega. Permanecendo no país durante toda Segunda Guerra Mundial, viajavam pelas cidades e participavam de exposições.

Em 1956 os cadáveres de Júlia e de seu filho foram roubados e encontrados tempos depois em meio a um lixão. O corpo do bebê não pode ser restaurado, já o da mãe ficou em poder do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Oslo, tornando-se restrito a visitações.

O enterro da mulher que inspirou a famosa Monga, só foi realizado mais de 150 anos após o dia de sua morte. O funeral foi realizado em Leyva cidade mexicana onde ela nasceu.

As tentativas para que isso viesse a ocorrer começaram na década de 80 e só foram gerar resultados no ano de 2012.

Monga, a mulher macaco

mulher macaco

Além de servir como inspiração para atrações de circos, a mulher macaco serviu como ideia para o desenvolvimento de um brinquedo que acabou ganhando fama, principalmente durante os anos 80.

A brincadeira consistia em entrar em um local escuro e ao entrarem, as pessoas  se depararam com uma linda mulher de biquíni, em alguns casos, completamente nua. De uma hora para outra a mulher se transformava em um macaco e saia correndo atrás de quem estivesse participando.

E ai? Você teria coragem de entrar em um brinquedo assim?

Monga, a mulher macaco já foi recriada de diversas formas, sempre mantendo o seu tom assustador.

Os jovens e adultos dos anos 80 adoravam e faziam questão de repetir por várias vezes a experiência.

mulher macaco

Alguns circos e parques, principalmente aqueles que viajam pelo interior do país possuem ainda essa atração. Se você ficou curioso por conhecer Monga, ainda há esperanças.