Como saber se você é uma pessoa daltônica?

A pessoa daltônica é aquela que não enxerga algumas cores, em especial o vermelho e o verde. Mas pode ir além, pois não enxergar essas cores é só o um dos meios para saber se você é, ou não, daltônico. A doença foi descoberta pelo químico John Dalton, no século XVIII, quando percebeu que tanto ele quanto seu irmãozinho tinham dificuldade em distinguir as cores verde e vermelho.

Ele passou a estudar e descobriu o problema na visão. De lá para cá muitos profissionais se dedicaram a estudar o daltonismo, fazendo grandes descobertas e progressos. Contudo, infelizmente não existe cura para o problema, mas existem meios de ajudar a não piorar. Porque existem
diversos tipos de daltonismo, os quais veremos agora.

O que é?

O daltonismo é um distúrbio que se manifesta na visão de pouco mais de 5% da população mundial, sendo ele atinge mais os homens do que as mulheres.

Uma pessoa daltônica sofre com a confusão das cores pois a sua percepção visual é afetada, causando o mal funcionamento das células fotorreceptoras. São as células dos olhos, sendo sensíveis a algumas cores; as mais comuns são vermelho, verde e laranjado. Pessoas que têm históricos de daltonismo na família são mais propensas a ter o distúrbio.

Nossas retinas possuem células que são sensíveis as cores, que são os chamados cone. Cada cone é sensível a uma determinada cor, sendo as cores dividas em picos: 419 nm é azul-violeta, 531 nm é verde e 559 nm ficam amarelo e vermelho. Quando uma dessas células falha, é quando a pessoa fica daltônica.

Existem duas maneiras do daltonismo se manifestar numa pessoa, são elas: congênito e adquirido.

– Congênito

Quem possui o daltonismo congênito sofre de uma deformidade na retina, ocorrendo naturalmente e até nascendo com esse problema. Essa é mais comum entre os homens.

– Adquirido

Nesse caso, como o nome já diz, a pessoa adquire o daltonismo através lesões no nervo ótico, na retina ou no córtex cerebral.

Tipos

Dizer que um daltônico só enxerga preto e branco é um erro, pois existem diversos tipos da doença. Mas ainda sim existe o tipo de daltonismo onde a pessoa afetada só enxerga tons acinzentados.

Na maioria das vezes não há a ausência das cores, mas sim a confusão entre uma específica, já que apenas um tom específico ficará de fora. Mas fiquemos atentos aos tipos de discromopsia.

Dicromacias

É o tipo de daltonismo mais comum, onde apenas um dos 3 cones está ausente.

  • Ausência do vermelho chama-se protanopia;
  • Se é o verde quem falta, então nome dado é deuteranopia;
  • Tritanopia é quando o cone não capta o azul ou cores são compostas por azul.

Tricomacias

Essas disfunção é “menos agressiva” do que dicromacia. Neste caso todos os cones funcionam, mas em algum momento eles vão se sentir muito sensíveis e vão alterar as cores da visão da pessoa.

  • Protanomalia é quando os vermelhos falham;
  • Dificuldade com a cor verde chama-se deuteranomalia;
  • Defeito nos cones azuis é chamado de tritanomalia.

Monocromacia

Neste caso o quadro da pessoa afetada é bem mais complexo, raro e difícil de lidar. A acromacia é o caso das pessoas que só enxergam preto e cinza, os monocromatas. Atinge 1 a cada 33 mil homens e 1 a cada 50 mil mulheres. Aqui, todos os cone estão afetados e não funcionam de maneira adequada.

“O transtorno costuma ser acompanhado de alterações da visão central, com fotofobia e nistagmo, ou seja, com um quadro de muito incômodo com a luz e movimentos oculares anômalos”.

Como faço para saber?

Hoje existem inúmeros testes na própria internet, mas o mais recomendado mesmo é marcar com um oftalmologista urgente.

Os daltônicos não perceber logo de pronto a doença, eles precisam ser avisados por um amigo próximo que não está correto a forma como ele vê as cores. Então, se houver dúvidas, um dia pegue um amigo seu e faça o teste com algumas cores.

Para diagnosticar o daltonismo congênito, é usada a técnica japonesa chamada Método de Ishiara. O médico colocara 32 cartões coloridos, cada um com vários círculos desenhados com cores que pouco se diferenciam. Dentro dos círculos existem números, ou não.

Cabe ao paciente saber dizer a cor, se há, ou não, um numero no interior ou alguma forma específica. Deve acertar um certo número de cartões para não ser diagnosticado com daltonismo ou, dependendo dos acertos, isso definirá o seu grau e tipo da doença.

Já no daltonismo adquirido, a técnica usada é o Farnsworth: quatro bandeias contendo 100 cápsulas em diferentes cores são colocados na sua frente. Terá 15 minutos para organizá-las em ordem lógica.

O paciente terá de levar as cápsulas para as cores nas pontas da bandeja. Se houver confusão na hora de organizar o seu daltonismo é diagnosticado.

Já sabe qual seu grau? Ou não tem nenhum desses acima?