10 casos mais bizarros de raiva em seres humanos

A raiva é uma doença aguda e mortal, causada por um RNA-vírus da família Rhabidoviridae. A infecção em humanos se dá a partir do contato com mamíferos contaminados.

O vírus responsável pela doença tem propensão de se propagar em células do sistema nervoso. Ao alcançarem o cérebro do indivíduo contaminado causam encefalite. A partir de então ele se espalha por completo pelo organismo alcançando as glândulas salivares, por onde podem ser transmitidos.  

Além dos mamíferos nenhuma outra classe de animais transmite raiva. Entretanto, no que se trata da classe citada, todas as espécies, selvagens ou domésticas são vulneráveis a doença.

Aqui você conhecerá 10 casos em que o vírus da raiva contaminou humanos.

1 – Marciano Menezes da Silva, Pernambuco, Brasil

O pernambucano Marciano Menezes da Silva continua celebrando a vida, depois de ser o primeiro caso de cura da Raiva, uma doença que é em quase 100% das vezes mortal, no Brasil.

O jovem foi atacado por um morcego no ano de 2008. Por não apresentar sintomas imediatos acabou não sendo vacinado. Um mês depois, quando os sinais começaram a aparecer, o vírus já estava instalado em seu corpo.

Marciano foi completamente curado, mas ainda convive com resquícios da doença, ele não anda, apresenta um desvio na coluna e tem dificuldades para abrir as mãos.

2 – Mateus Castro, Amazonas, Brasil

De acordo com os noticiários o adolescente de 14 anos é a quinta pessoa no mundo a sobreviver a doença. Sendo o segundo brasileiro nesta lista.

Mateus Castro e dois de seus três irmãos foram atacados por morcegos no interior de Barcelos, a 400 quilômetros de Manaus no ano de 2017. Infelizmente seus irmãos não resistiram.

Mesmo após a cura, que significa a eliminação do vírus rábico, o adolescente precisou continuar o tratamento para prevenir os danos neurológicos causados pela encefalite.

3 – A criança que mordeu os familiares

ilustrativa

Na República Democrática do Congo houve um grande surto de raiva durante o ano de 2013. Segemba Soya conta que seu filho caçula foi mordido por um cachorro enquanto brincava no parque. De acordo com a mãe, alguns dias depois ele começou a apresentar os primeiros sintomas.

A criança acabou mordendo os pais e um de seus irmãos, que também foram contaminados. Infelizmente o menino não sobreviveu, vindo a óbito poucos dias após o diagnóstico.

4 – Jeanna Giese, Winsconsin, Estados Unidos

Nenhum outro caso como a da jovem norte Jeanna Giese de 15 anos havia sido relatado até então.  A garota norte americana foi a primeira sobrevente ao vírus da raiva sem sequer ter sido vacinada.

Os sinais da doença apareceram rapidamente e o diagnóstico foi feito com facilidade. Entretanto, a evolução precoce da patologia impediu que a imunização pudesse ser efetuada.

Algumas horas depois de o tratamento ter sido iniciado a paciente foi colocada em coma induzido. Durante este período o tratamento foi sendo feito e, para surpresa de todos, a paciente começou a produzir anticorpos que aos poucos eram capazes de combater o RNA viral.

5 – O primeiro caso após 77 anos

Desde 1941 que o estado americano de Delaware não relatava casos de mortes por raiva. Porém, em agosto de 2018 o falecimento de uma mulher moradora do condado rural de Kent foi noticiada.

Não se sabe de que maneira a mulher, que não teve seu nome divulgado, tenha contraído a doença. O diagnóstico não foi feito de forma imediata, e quando os sinais claros começaram a surgir, ela já não possuía mais condições de fornecer informações.

6 –  Omar Zouhri, Mississippi, Estados Unidos

Omar Zouhri foi o nome de um homem que veio a óbito por raiva depois de ter sido mordido por um gato. O acontecimento deu muito o que falar, já que os casos da doença são raros na região.

Dr. Kenny, médico do Hospital John Radcliffe em Oxford conta que, graças ao caso, todos os procedimentos internos relacionados foram revisados.

7 – Ryker Roque, Flórida, Estados Unidos

O caso deste garoto de 6 anos é de comover qualquer um. Tudo começou quando o pai do garoto resgatou um morcego ferido e decidiu colocá-lo em um pote para que o pequeno animal se recuperasse.

Preocupado, o pai havia proibido a criança de aproximar do objeto, porém infelizmente suas palavras não foram suficientes. O garotinho curioso resolveu tentar tocar o animal, que acabou o arranhando.

A criança foi levada ao atendimento clínico uma semana depois com formigamento na perna. Apesar do diagnóstico, o tratamento não foi possível e Ryker Roque veio a falecer.

8 – Precious Reynolds, Califórnia, Estados Unidos

Mais um incrível caso de sucesso, Precious Reynolds foi mais uma das poucas pessoas que sobreviveram à doença sem tomar vacina. A menina de apenas 8 anos apresentou uma forte dor no estômago seguida por paralisia. Quando o diagnóstico foi concretizado já não havia tempo para imunização.

Porém, uma reviravolta sobre o vírus mais mortal do mundo surpreendeu a todos que faziam parte da equipe médica. Com um fim extraordinário, graças ao empenho de todos, a menina sobreviveu.

9 – Raiva é confundida com ataques de pânico

Uma americana de 65 anos de idade foi mordida por um cachorro enquanto participava de um retiro de yoga na Malásia.

Dias depois, já em sua residência ela começou a apresentar os primeiro sintomas, mas ao buscar atendimento, foi diagnosticada com Síndrome do Pânico.  O tratamento para ansiedade não gerava efeito e o seu quadro se tornava cada vez pior.

Após uma investigação mais aprofundada o vírus da raiva foi detectado, mas infelizmente a mulher não resistiu à doença.

10 – O ataque do guaxinim

Enquanto passeava com seu cachorro próximo a Área de Recreação Nacional Delaware Water Gap um homem que não teve seu nome divulgado foi atacado por um guaxinim, tendo recebido várias mordidas na perna.

O cachorro logo iniciou uma briga com o animal em busca de proteger o seu dono que, infelizmente acabara de ser contaminado com o vírus da raiva.

As autoridades locais permanecem em alerta, o evento aconteceu em fevereiro de 2019. Não se sabe exatamente o estado da vítima, mas o relatório do veterinário comprovou que o cão não teve ferimentos e, portanto, não foi infectado